quinta-feira, 28 de abril de 2011



















A vaga areia do tempo
Me escorre das mãos,
Como poesia e cores,
Como um dizer sem palavras,
Movimentos incertos,
Refletidos em teu profundo olhar.
Pegadas são deixadas
Em meus recantos
- abismos noturnos
Florestas que habitamos entre
Suor e lágrimas,
Sóis e luas.
Teu frescor sonhado
Renascendo a cada dia
Em meu horizonte
- Maré violenta
Perdida em meus passos.

Milene.

9 comentários:

  1. Não se pode conter a areia que corre da ampulheta do tempo.
    Também não se pode conter a maré violenta.
    Ao humano só resta a glória de perder-se e a verdade do renascimento...
    Lindo poema.

    PS- um "reencontro" inesperado, uma alegria sem fim.bons ventos...
    abração

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  2. mas as vezes é preciso perder-se para se encontrar!
    Adorei o poema! ;)
    Beijos e bom find pra ti.

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  3. http://evidentesselinhosemimos.blogspot.com/2011/04/selo-de-pascoa-todos-os-meus-amados.html
    encontra-se nesse link o selinho,amada!
    Beijos

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  4. areia-tempo-mãos-cores-palavras-movimentos-olhares-pegadas-lágrimas-sóis-luas-sonhos-emoções-poesia-tua, minha amiga.

    Belo!

    Beijo.

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  5. lâmina de vidro



    nós
    que vivemos solitários
    em gravuras indigestas

    tudo o que fazemos
    não é findo nem começo
    somos parte desta f(r)esta

    não há tempo para temer
    para caber em tanta dor
    tudo é tanto é ter ou não ter ?

    ah ! (ar)dor
    por que me nutres
    a carne deste corpo ?

    um não de porcelana
    no alforge deste couro ?

    um sonho
    em vão se esvai
    do que jamais se (ob)teve

    entre o pudor e o fardo
    o sentido rumor do brado

    o medo que temos da dor
    nos rasga em cicatrizes ?

    em dobro cavemos o chão
    com a corda na alma e no pescoço
    chutemos o balde em ebulição

    para escrevermos com falanges
    o que não existe e inflama

    lâmina que (des)cortina como alfange
    (a)o fundo da vasilha que se derrama

    somos rapinas de nós mesmos
    neste silêncio imenso e extremo -

    nós
    que vivemos covardes
    em ranhuras antes nunca
    do que tarde

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  6. Obrigada a todos pelos comentários e especialmente a vc Luiz Gustavo, pelo belo e interessante poema, beijos!

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  7. Olá Milene!

    Gostei da suavidade com que expressou os sentimentos em versos e o sincronismo com as imagens. As metáforas são essenciais para dizermos o indizível e o inexplicável, salvo a expressividade.

    Um abraço e um ótimo domingo!

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  8. Gostei muito. É um belo poema.
    Beijos.

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